terça-feira, 24 de maio de 2011

Educação: perdas e danos

Avaliação da medida provisória do governo sobre o piso salarial é feita, através de mensagem por e-mail, pela professora Andreia. Veja o texto:
“Brincadeira de mau gosto é esta que o governo fez para com os professores!!!
Sou efetiva e aderi a greve depois desta proposta do Governo!!!! Inclusive, tirei o baner, que estava em frente a minha casa, da campanha a Governador do Colombo!!!
Isso foi um desrespeito conosco, estão pensando que não sabemos somar?
Aumentar somente para o professor ACT, não que eles não mereçam, é uma injustiça com os professores EFETIVOS, pois todos batalhamos, estudamos, nos esforçamos e enfrentamos tantas dificuldades, seja com os alunos, escola, pais, locomoção, alimentação, família, salário….porque não imaginem vocês que com o vencimento que recemos que temos uma ótima qualidade de vida, para conseguir dar conta de tudo, trabalhos até três períodos, tentando aumentar o mísero vencimento. Sei que ainda vamos escutar que “professor recebe bem”….mas ninguém quer vir trabalhar no lugar do professor por alguns dias, em sala de aula e nas condições que enfrentamos, pergunte para o secretariado do governo se eles vêm? ou para os deputados, quem sabe?
Concretamente, vamos pensar na proposta: “pela proposta apresentada pelo governo nenhum professor ganhará menos de R$ 1.683,75, ou seja, o piso de R$ 1.187,00 mais regência de classe (25%) R$ 296,75% e o Prêmio Educar.”
Assim, professor não habilitado vai receber praticamente igual ao professor habilitado….meu caso, sou graduada, com duas especializações, efetiva no Estado desde 2005, recebo um vencimento de R$ 1.267,77. Isto é justo?????
Não é o professor ACT que vai receber mais, somos todos nós que estamos perdendo, principalmente a educação, pois um professor desmotivado não trabalha com amor, não ensina com sabedoria….
E agora? Vamos brincar de esconde-esconde?? Andréia.”

Fonte: Moacir Pereira
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/05/?topo=67,2,18,,,77

PT quer retirada da medida provisória do piso da Assembléia

O líder do PT, deputado Dirceu Dresch, pediu hoje na Assembleia Legislativa que o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, retire de tramitação a medida provisória que altera o piso salarial do magistério. Dresch fez um apelo em prol da retomada do diálogo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação – Sinte. “O governo, que se diz do diálogo, não dialogou com os professores. Em vez de abrir um canal de negociação, preferiu apenas comunicar a sua decisão de editar uma medida provisória que achata a tabela salarial da categoria, revoltando os professores que manterão a greve.”

24 de maio de 2011
Fonte:  Moacir Pereira, às 19:15
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/05/24/pt-quer-retirada-da-medida-provisoria-do-piso-da-assembleia/?topo=67,2,18,,,77

Professores paralisam atividades no Estado

Em Capinzal e Ouro a greve dos professores teve uma adesão considerada satisfatória pelas lideranças do Sindicato dos Professores de Santa Catarina.

Na semana que passou as escolas funcionaram apenas parcialmente em todo o Estado de Santa Catarina.
Os professores mais uma vez tiveram que recorrer ao artifício da greve para tentar melhorar um pouco seus rendimentos. Desta feita o objetivo era obrigar o Governo do Estado a cumprir aquilo que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal que julgou o mérito e considerou constitucional a lei do piso. Os professores de Santa Catarina desde a aprovação pelo Supremo em abril pediam uma proposta salarial ao governo. O prazo dado expirou-se em 11 de maio. Sem receber nada, eles decidiram por greve em assembleia geral que reuniu milhares de professores.
CAPINZAL/OURO
Em Capinzal e Ouro a greve dos professores teve uma adesão considerada satisfatória pelas lideranças do Sindicato dos Professores de Santa Catarina.
Na segunda-feira dezenas de professores com o apoio de pais, alunos e algumas lideranças políticas promoveram uma caminhada pelo centro de Capinzal e Ouro.
Segundo o professor Carlos Tobaldini, na segunda-feira a paralisação era total na Escola Mater Dolorum e na Escola do Barro Preto. Nos demais estabelecimentos giravam em torno de 80% o índice de adesão a greve.
Alguns estabelecimentos, como era o caso da Escola Belisário Pena aguardavam os resultados da analise da proposta que seria apresentada na segunda-feira ao Sindicato pelo Governo do Estado. Caso não fosse aprovada, os professores prometiam também paralisar suas atividades.
Até o fechamento desta edição não havia ainda uma definição sobre o encerramento ou não da greve do magistério.

Fonte: A Semana Capinzal -  http://www.adjorisc.com.br/jornais/jornalasemana/impressa/educac-o/professores-paralisam-atividades-no-estado-1.471205 

Mais professores parados na região de Criciúma

 Em assembleia realizada no auditório do Colegião, regional de Criciúma do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina decide manter a greve até que a decisão do governo seja revista.

Segundo o membro da coordenação regional de Criciúma do Sinte, Ênio Leonardo, a greve segue cada vez mais forte. “Antes tínhamos de dois a quatro professores em cada colégio que estavam resistentes à greve. Agora, conseguimos sensibilizar alguns e aumentamos ainda mais o número de grevistas”, afirma.

Estiveram presentes na assembleia aproximadamente 600 professores, que exigem que a Lei do Piso Nacional seja cumprida. “Queremos que o governo considere a proposta do nosso plano de cargos e salários, e por isso, manteremos a greve até que eles mudem de opinião”, ressalta Ênio.

Após a assembleia o grupo de professores seguiu para às ruas de Criciúma para mais um bandeiraço. Eles partiram do Colegião e foram pela Avenida Centenário, em direção ao Terminal Central.

 24/05/2011 16:20:26 - Atualizado em 24/05/2011 16:04:44

Fonte: Portal Satc / Eduardo Prestes/Profª orientadora Karina Farias (SC01891JP)

Fotos: Lucas Jorge

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SOBRE O DIREITO À GREVE DOS PROFESSORES EFETIVOS E ACTS

Diante de algumas dúvidas, em especial dos professores ACTs, quando ao direito de greve informamos:
·      De acordo com a Constituição de 1988, em seu Art.37 inciso VII, que trata do direito de greve, bem como o art 37 inciso XVI, do direito à manifestação, está assegurado que todos os servidores públicos podem se manifestar livremente, desde que cumpram os preceitos da lei que trata do percentual de serviços essenciais que devem ser oferecidos à população, abrangendo as áreas de: saúde, segurança, abastecimento de água e combustível, transporte público. Notem que a educação está excluída dos serviços essenciais.
·      No mesmo sentido, o STF no mandado de Injunção 670, 708, 712 entende que os mesmos direitos dos trabalhadores do setor privado se aplicam ao setor público, o que equivale a dizer que tanto os professores efetivos quanto os ACTS tem o direito de greve e de manifestação assegurados por lei.
·      Reafirmamos que os trabalhadores da educação publica, de acordo com a lei, pelo fato de a educação não se enquadrar na categoria dos serviços essenciais, tem seu direito garantido tanto pela Constituição como pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
·      Quanto ao medo da demissão dos ACTs, esclarecemos que esta só pode ocorrer mediante as seguintes situações:
Ø  No final do Contrato;
Ø  Por pedido do interessado;
Ø  No caso de três faltas injustificadas seguidas ou cinco intercaladas, o que não é o caso da greve. Como greve é direito assegurado, estas as faltas não caracterizam faltas injustificadas que possam levar à demissão;
Ø  Retorno do efetivo, no caso de ACTs em vagas vinculadas.

Sabemos da apreensão dos professores, em especial dos ACTs, sobre seu direito ou não de participarem do movimento grevista e da pressão que será feita por parte do governo aos trabalhadores(as) tentando impedi-los(as). Porém neste momento de luta por ver cumprida uma lei que nos beneficia, não podemos nos pautar pelos medos para tomarmos a decisão de entrar de cabeça na busca de direitos mais que reconhecidos. Que tal nos guiarmos pela coragem de buscar um direito que a sociedade já nos conferiu e que o governo não quer nos dar? Apelamos à todos que entrem na luta, cada um dando força ao outro, num verdadeiro espírito de solidariedade e companheirismo. Participem das assembléias e manifestações da categoria.

Lembramos que a lei do Piso Nacional trará um benefício especial aos ACTs: mais vagas para concurso (por conta da ampliação da hora atividade), abrindo a oportunidade de efetivação.

“Agora é nóis”. Participação de todos é nossa arma. Quem não faz agora, chora o leite derramado depois. E adianta chorar o leite derramado?


COORDENAÇÃO ESTADUAL DO SINTE

Assembléia Regional Sinte

Será realizada no Teatro Célia Belizária de Souza, a Assembléia Reginal dos professores da rede pública, neste dia 24/05. Vamos com força total.

Reunião entre governo e professores da rede estadual termina sem acordo em Florianópolis

 Como não houve consenso, a greve dos trabalhadores da educação deve continuar no Estado

Termina sem acordo a reunião entre professores da rede estadual e o secretário de educação Marco Tebaldi na manhã desta segunda-feira em Florianópolis. Com o impasse, os docentes permanecem em greve.

O governo do Estado vai pagar o piso nacional do magistério, de R$ 1.187, para os professores que ainda não recebiam isso no salário base, sem somar os valores dos abonos.

A proposta apresentada durante a audiência foi rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), por não acompanhar a progressão na carreira (do ensino médio à pós-graduação).

O novo valor no salário base beneficia carca de 35 mil professores (53%) da rede estadual. A coordenadora do Sinte, Alvete Bedin, definiu a proposta como uma afronta, por não respeitar a progressão na carreira.

 — O governo achatou a tabela (salarial) da categoria — ressaltou. O secretário de Educação, Marco Tebaldi, disse que o governo está pagando o que tem condições e está cumprindo a lei. Para ele, poderá haver novas conversas sobre a atualização da tabela na carreira.

O reajuste pago pelo governo representa um aumento de R$ 14 milhões de gastos por mês. A medida provisória, contendo a mudança, já foi assinada pelo governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira.

 Como você avalia a atitude dos professores estaduais e a do governo de Santa Catarina na discussão sobre a implementação do piso nacional do magistério? 
Os professores pretendem reivindicar a mudança da medida provisória na Assembleia Legislativa.


Manhã começou com manifestações em frente à SED
Parados desde 18 de maio, os professores reivindicam o piso nacional salarial, de R$ 1.187, para toda carreira.

Na sexta-feira, a greve chegou ao terceiro dia. Segundo informações da secretaria de educação, mais da metade (52,74%) dos 39 mil professores aderiram ao movimento. Já o Sinte divulgou, na sexta-feira, que 95% dos docentes pararam.

Cerca de 399.167 alunos dos 700 mil matriculados foram prejudicados.

Fontes: DIÁRIO CATARINENSE
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS